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Carrapatos na trilha? Saiba o que fazer e proteja-se agora mesmo


Casos de febre-maculosa


O trekking é uma atividade popular que oferece a oportunidade de explorar a natureza e desfrutar de belas paisagens.

No entanto, uma preocupação comum ao se aventurar em trilhas é a presença de carrapatos, que podem transmitir doenças.


Neste artigo, você terá acesso a informações importantes sobre como lidar com carrapatos durante suas caminhadas.


Aprenderemos um pouco sobre medidas preventivas, identificação e remoção segura dos carrapatos, além de destacar as doenças transmitidas por eles e como se proteger.



I - Entendendo os carrapatos


Principais características e hábitos dos carrapatos:


Os carrapatos são aracnídeos parasitas que se alimentam do sangue de animais e humanos.

Eles possuem corpos ovais e achatados, com oito pernas, variando em tamanho de acordo com a espécie.

Os carrapatos são mais comuns em áreas arborizadas, com vegetação densa e úmida.

Possuem a capacidade de detectar o calor e o dióxido de carbono emitidos por seus hospedeiros, permitindo que se movam em sua direção.


Os carrapatos geralmente esperam em gramíneas ou arbustos baixos, aguardando a passagem de um hospedeiro para se prenderem em sua pele.


Locais de maior incidência de carrapatos em trilhas:


Os carrapatos podem ser encontrados em diversas regiões, mas são mais comuns em áreas de clima quente e úmido.

Em trilhas, eles tendem a ser encontrados em locais com vegetação alta, como bordas de trilhas, arbustos e áreas arborizadas.

É importante estar atento a áreas com presença de animais selvagens, como roedores e cervos, pois eles podem transportar carrapatos.

Compreender as características e os hábitos dos carrapatos é fundamental para tomar medidas preventivas adequadas durante suas caminhadas. Conhecer os locais de maior incidência também ajuda a evitar áreas propensas à presença desses parasitas, reduzindo assim o risco de exposição a doenças transmitidas por carrapatos.



Carrapato Estrelha
Carrapato - foto By Stock Canva



II - Principais doenças transmitidas por carrapatos:


Doença de Lyme:


É uma doença bacteriana transmitida pelo carrapato-de-patas-negras (Ixodes scapularis) nos Estados Unidos, ou o carrapato-de-veado (Ixodes ricinus) na Europa. No Brasil, não existem números oficiais da doença, que costuma ser pouco conhecida e diagnosticada.

Os sintomas iniciais incluem erupção cutânea em forma de alvo, fadiga, febre, dores musculares e articulares.

Se não tratada, a doença pode se espalhar para as articulações, coração e sistema nervoso, causando complicações mais graves.

O diagnóstico é baseado nos sintomas e exames de sangue específicos.

O tratamento é feito com antibióticos.


Febre Maculosa:


É uma infecção bacteriana transmitida pelo carrapato-estrela (Amblyomma americanum)’

Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares, erupção cutânea e fadiga.

A doença pode progredir para complicações graves, como insuficiência respiratória e renal podendo levar a morte.

O diagnóstico é baseado nos sintomas e exames de sangue.

O tratamento precoce com antibióticos é essencial para prevenir complicações.


Erliquiose


É uma doença bacteriana transmitida principalmente pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus) e o carrapato estrela (Amblyomma americanum).


Os sintomas incluem febre, dores musculares, fadiga, dor de cabeça e erupção cutânea.

Em casos graves, pode levar a complicações hepáticas, renais e respiratórias.

O diagnóstico é realizado através de exames de sangue específicos.

O tratamento é feito com antibióticos.

É importante estar ciente das doenças transmitidas por carrapatos, pois a detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações.


Se você apresentar sintomas após uma exposição a carrapatos, procure atendimento médico imediato e mencione a possível exposição a carrapatos durante suas atividades de trekking.


III. Medidas preventivas:


Vestuário adequado:


Use roupas de manga longa, calças compridas e sapatos fechados ao fazer trilhas para reduzir a exposição da pele aos carrapatos.

Utilize calças com elástico nas pernas, ou enfiadas sob (dentro) as meias e use camisas que possam ser colocadas por dentro das calças para impedir que os carrapatos subam pela roupa.


Uso de repelentes específicos para carrapatos:


Aplique repelentes contendo DEET (N,N-Dietil-meta-toluamida) em áreas expostas da pele.

Opte por repelentes que também possuam permetrina para aplicar em roupas e calçados.


Inspeção regular durante a caminhada:


Faça verificações periódicas em seu corpo e roupas para identificar e remover carrapatos assim que possível.

Dê atenção especial a áreas quentes e úmidas, como axilas, virilhas, couro cabeludo e atrás das orelhas.


Evitar áreas de alta vegetação:

Ao escolher as trilhas, dê preferência a caminhos bem conservados e evite áreas de vegetação densa e alta.

Fique no centro das trilhas e evite contato direto com arbustos e gramíneas.


Seguir essas medidas preventivas pode ajudar a reduzir o risco de picadas de carrapatos durante suas atividades de trekking. Lembre-se de que a prevenção é fundamental para desfrutar de uma caminhada livre de carrapatos e das doenças que eles podem transmitir.



IV. Identificação e remoção segura de carrapatos:


Examinando o corpo após a caminhada:


Após concluir a trilha, examine cuidadosamente todo o seu corpo, incluindo áreas difíceis de alcançar, como as costas e o couro cabeludo.

Use um espelho ou peça a ajuda de alguém para verificar áreas de difícil visualização.

Preste atenção especial em áreas onde os carrapatos costumam se fixar, como axilas, virilhas, atrás das orelhas e região da cintura.


Uso de pinças para remover carrapatos:


Sempre que encontrar um carrapato em seu corpo, use uma pinça fina e pontiaguda para removê-lo. Segure o carrapato o mais próximo possível da pele, evitando espremer o corpo do carrapato.

Puxe-o delicadamente para cima, em linha reta, aplicando uma pressão suave e constante.


Passo a passo para remover um carrapato corretamente:

  • Certifique-se de remover o carrapato inteiro, incluindo a cabeça.

  • Evite esmagar o carrapato, pois isso pode aumentar o risco de infecção.

  • Após remover o carrapato, limpe a área da picada com água e sabão ou desinfetante.

  • Descarte o carrapato em um recipiente com álcool para matá-lo.

É crucial remover os carrapatos corretamente para reduzir o risco de infecção. Caso tenha dificuldade em remover o carrapato ou haja sinais de infecção após a remoção, é recomendado buscar atendimento médico. Mantenha-se vigilante e realize verificações regulares para garantir que todos os carrapatos sejam removidos adequadamente após suas caminhadas.


V. Cuidados posteriores:


Limpeza da área de mordida:


Após remover o carrapato, limpe cuidadosamente a área da picada com água e sabão suave.

Isso ajuda a reduzir o risco de infecção e auxilia na cicatrização da pele.

Monitoramento de sintomas após a remoção do carrapato:


Fique atento a qualquer alteração em sua saúde após ter sido exposto a um carrapato.

Observe o local da picada quanto a qualquer erupção cutânea, vermelhidão, inchaço ou coceira incomum.

Esteja atento a sintomas como febre, fadiga, dor de cabeça ou dores musculares, que podem indicar uma possível infecção transmitida pelo carrapato.


Procurar orientação médica:


Se desenvolver sintomas preocupantes ou se estiver incerto sobre a remoção adequada do carrapato, procure orientação médica.

Informe ao profissional de saúde sobre sua exposição a carrapatos e quaisquer sintomas que esteja experimentando.

O monitoramento cuidadoso dos sintomas e a busca de orientação médica quando necessário são essenciais para garantir uma resposta adequada após a remoção de um carrapato. Embora nem todas as picadas de carrapatos resultem em doenças, é importante estar atento a possíveis sinais de infecção e agir prontamente caso surjam quaisquer preocupações.



Observações finais:


Ao se aventurar em trilhas e praticar o trekking, é fundamental estar ciente dos riscos associados aos carrapatos e às doenças que eles podem transmitir. No entanto, seguir medidas preventivas adequadas pode ajudar a reduzir significativamente o risco de picadas de carrapatos e infecções resultantes. Vestir roupas adequadas, usar repelentes específicos para carrapatos, realizar inspeções regulares durante a caminhada e evitar áreas de vegetação densa são passos essenciais para proteger-se. Além disso, saber identificar e remover corretamente os carrapatos é crucial.


A conscientização sobre doenças transmitidas por carrapatos nos permite uma resposta rápida em caso de sintomas suspeitos. A limpeza adequada da área de mordida e o monitoramento dos sintomas são medidas importantes no cuidado posterior à remoção de carrapatos.


Com conhecimento e precauções adequadas, é possível desfrutar de uma experiência de trekking segura e livre de doenças. A natureza oferece paisagens magníficas e aventuras emocionantes, e ao adotar medidas preventivas, podemos aproveitar essas experiências ao máximo, minimizando os riscos associados aos carrapatos. Mantenha-se informado, tome as precauções necessárias e aproveite sua caminhada pela natureza com tranquilidade e segurança.

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